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Passei! Dirigir na Belgica.

Posted by Luana on 14:47 in , ,
O que eu vou contar eh, provavelmente, bem banal pra grande maioria das pessoas, mas não para mim.

Ontem eu passei na prova teórica para tirar minha carteira de motorista.

Todas comemora! \o/ 



Eu ja passei dos 18 anos faz um tempinho... Nunca tentei tirar minha carteira no Brasil. Por que? Por dois motivos:

A) Eu nunca precisei de carro pra nada.... Sempre tive tudo perto, ou alguém pra me levar.

B) Eu não passaria no teste.

Sim, eu não passaria no teste, porque né, sou clinicamente cega! Explica isso pras pessoas? O meu oftalmologista no Brasil me disse, anos atrás, que eu tinha condições pra passar no teste de vista, mas como explicar pro povo o meu diagnostico? 

Aqui em terras Narnicas as coisas são muito, mas muito mais simples!  

1) Voce não precisa fazer curso em auto escola. Aqui as provas dividem-se em duas: teórica e pratica. Não quer pagar uma fortuna pra aprender as leis de transito e nem pra aprender a dirigir numa auto escola? Tudo bem! 

2) A prova teórica:

   2.a) Voce pode estudar em casa as leis e fazer a prova no dia e hora que você quiser, não precisa marcar hora, eh só aparecer.

   2.b) O preço para fazer a prova teórica eh relativamente barato: 15 euros

   2.c) São 50 questões, e pra passar você tem que acertar pelo menos 41.

   2.d) passou na prova? Voce faz um teste de visão MUITO fácil  ali na hora mesmo (apenas lê uma linha com letras garrafais) e assina um documento dizendo que você eh saudável. Nada de psicotécnico, teste de visão demorado... NADA! 

Porquinho, ursinho... ahhh... Coelhinho? (daqui)

Ainda tem outro detalhe, como as provas só podem ser dadas em Flemish, Frances ou Alemão (as línguas oficiais da Bélgica), você pode agendar para fazer a prova com um tradutor juramentado. Foi isso o que eu fiz, pois não me achei ainda preparada para fazer a prova em Flemish - vocês sabem como se fala "triangulo de sinalização" em flemish? Nem eu! 

Dai a coisa foi bem fácil, eu liguei para o centro que organiza todas as escolas de direção e centros de exame - a GOCA - e perguntei em quais lugares eu poderia fazer a prova com o tradutor e quais dias. A moca, que falava inglês muito bem, me deu varias datas e locais. Escolhi os dois não tao próximos a sMol e liguei la.

Quando você faz a prova com o tradutor eh preciso agendar antes, porque o numero de pessoas na sala eh limitado. 

Minha primeira escolha foi no centro de Deurne, que fica perto de Antuérpia. Liguei la para fazer minha reserva. Uma tia muito da grossa atendeu, eu perguntei se ela poderia me explicar o procedimento em inglês - esse tipo de coisa eu ainda prefiro saber em inglês, pra não ter erro de não entender algo direito. Ela ficou toda ofendida e disse "eh claro que eu falo ingles!". Eu disso que nao era isso que eu tinha perguntado, que eu queria que ela me explicasse como eu teria que fazer para marcar minha prova. Jacare me explicou em ingles? Nem a tia grossa. 

Bom, ela disse que eu tinha que ir ate Deurne, pagar o tradutor (50,00 Euros) e fazer a reserva e dai voltar no dia da prova (não podia ser no mesmo dia) e pagar os 15,00 da prova. Eu perguntei se eu não podia pagar o tradutor por transferência bancaria, porque eu moro meio longe de Deurnee ir ate la só para fazer isso seria uma perda de tempo. Sabem o que ela me disse? "Azar o seu" E deligou na minha cara! HAHAHAHAHA

Pro centro de exame de direção em Deurne eu NÃO vou dar o meu dinheiro e se você chegou aqui procurando ajuda para fazer o teste, eu sugiro não fazer la também. 

Haviam outras opções de centros perto de Bruxelas, mas procurando por fóruns e blogs pela internet vi que nesses centros muito próximos da capital as provas eram estranhas. Muita gente reclamando que não tinha passado na prova porque o tradutor era ruim, não falava inglês direito e não traduzia as respostas direito. Pelo sim, pelo nao, achei melhor fazer uma prova na roca no interior.

Escolhi tentar em Bree, na região de Limburg. Liguei la e dai uma moca bem simpática me explicou que também tinha que pagar o tradutor antes. Perguntei se podia pagar por transferência bancaria e ela disse: "Claro! Muito mais fácil do que vir ate aqui!". Muito amor! <3

Marquei a prova, paguei o tradutor, recebi e-mail confirmando data e hora da prova. Sem nenhum problema! 

Para estudar para a prova comprei um livro em inglês, traduzido do livro oficial. O site eh esse aqui (vá em "Theory" e depois clique em "Buy online"), e eu indico porque realmente o material eh bom e caiu exatamente o que eles disseram que ia cair. 

Estudei as regras - que não são iguais as do Brasil -, fiz os exercícios no site e no livro e pronto. 

Pronto nada, eu fiquei morrendo de medo de não passar... Do tradutor ser ruim... De ter que fazer a prova de novo... 

Cheguei la ontem de manha - maridon (fofo, lindo, maravilhoso!) me levou de carro ate Bree. Paguei os 15,00 Euros da prova na hora. 

A prova foi realmente muito fácil. Antes de começar a tradutora explicou como tudo era feito e tivemos uma sessão previa, com 4 questões, para treinar. Todas as questões eram de múltipla escolha e eram respondidas no computador. O inglês dela era impecável! Caso alguém não entendesse, podia perguntar e ela repetiria. Para cada questão ela lia tudo pausadamente e só então colocava o relógio pra contar. Tínhamos 15 segundos para responder cada uma das 50 questões. 

Um tiozao - acho eu que era o dono do lugar - foi EXATAMENTE atrás de mim durante toda a prova, isso me irritou um pouco, mas de resto, sem problemas. 

Terminada a prova apareceu na tela que eu tinha passado (EHHHH!!!) e dai fiz um teste de visão, que foi ler uma linha com letras garrafais (eu nem precisei de óculos!). Dai me deram um papel oficial dizendo que eu passei, e ai sim, pronto.

3) A prova pratica. Uma vez que você passou no exame teórico você recebe uma carteira de direção provisoria. Dai você tem duas opções:

   3.a) Voce pode fazer as aulas de direção numa auto escola (carooo!!!), com mínimo de 20 horas de pratica, e dai marcar sua prova em ate 18 meses.

   3.b) Voce pode fazer aulas com qualquer pessoa que você queira (Maridon, beijo!), contando que essa pessoa tenha habilitação ha mais de 10 anos. Nesse caso você coloca um adesivo no carro, com a letra "L" e pode usar qualquer rua, avenida, auto estrada dentro da Bélgica. Sempre acompanhada de uma pessoa ao seu lado. Nesse caso o limite maximo para fazer a prova pratica eh de 36 meses.

Eu escolhi a opção "b", porque prefiro gastar 1000 dinheiros-Elfos em outra coisa.  

A prova pratica eu farei daqui alguns meses - prefiro esperar a neve ir embora e os dias ficarem mais claros. 

Volto aqui pra contar!

ps. Se alguém quiser comprar meus livros, entre em contato comigo!

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Phuket - Patong [2]

Posted by Luana on 13:38 in
Dia começou e fomos direto pra praia! 

Dessa vez passei mais protetor solar, mas ja era meio tarde, pois ja estava ardendo e toda queimada. Passei horas dentro daquele mar maravilhoso, com águas quentinhas cristalinas, nadei, brinquei, fiquei boiando... Ate que percebi que tinha uma sujeirinha perto de mim... Algumas braçadas e la estava a mesma sujeirinha de novo... Estranho... Olhei (bem) mais de perto e percebi que era na verdade um peixinho marrom... Eu me movia e ele se movia atrás, orbitando em volta de mim. 

Quando não eh Chines me agarrando no meio na rua, nem Orc stalker, nem psicopata assassino de Lyon eh um peixe? Eh isso produção? Depois a minha leitora "anonima" preferida me manda e-mail dizendo que eu me acho, que eu sempre falo que os homens caem aos meus pés. Filha, get over it! Ate os animais caem aos meus pês! hahaha

Problema eh que aquele peixinho ficou mesmo me seguindo... Eu tentei espantá-lo, eu tentei fugir dele... Sera que eu comi tanta panqueca de banana que minha atracão gravitacional tinha aumentado a ponto de atrair pequenos peixes? Ou era amor? Ou o peixe curtia lamber protetor solar? Ou ele era assassino e ia me matar? Todas essas coisas passarem pela minha cabeça.

Depois de assarmos o dia tostando e (eu) fugindo do peixe voltamos pro hotel e dai, por indicação da dona do hotel, resolvemos alugar uma motoquinha para conhecer outras praias e cidades em volta. 

Ela explicou que o aluguel era super barato e que eles não pediam documento nenhum. Eh proibido por lei dirigir essas motos sem ter carteira de motorista internacional - nosso caso - mas que ninguém liga e que ela mesma tinha comprado uma moto sem ter carteira e ja estava assim ha mais de um ano. 

Alugamos uma motoquinha. A mulher que alugou cuidava de uma casa de massagem tailandesa e tinha, em frente, algumas motos pra alugar, não era nada oficial, não assinamos nenhum documento. Pagamos 5 Euros pelo aluguel, por 24 horas e não tivemos que dar mais nenhum centavo. O tanque veio cheio.

Olha nossa moto ai!

Vermelha! Uhuuu!
Quando a mulher nos deu a moto Maridon foi dar uma voltinha pra ver como era, porque esquecemos de contar pra ela que nenhum de nos dois sabia andar de moto (mãe, não leia essa parte!). A dona da moto estranhou e perguntou se a gente sabia dirigir (carro sim, tia, mas moto não!) e eu disse que sim, claro, como não? Que ele só tinha ido fazer um teste porque no nosso pais dirigimos do outro lado (la dirige-se do mesmo lado que na Inglaterra, muito confuso!). A mulher fingiu que acreditou e eu sorri "amarelo".

E dirigir na Tailândia? MEODEOS! Esqueça leis de transito, limites de velocidade, sinal vermelho eh coisa para os fracos! haha

Olhem esse video, pra voces terem uma ideia. Motoquinhas pra todos os lados! Foi muito divertido, mas também perigoso.


Bom, pegamos a moto (usando capacete, viu mãe?) e fomos conhecer Patong, que ficava uns 15 minutos de Kata. 

praia de Patong
Patong eh a cidade/praia mais famosa de Phuket, onde ficam os maiores resorts e os bares famosos de prostituição, com menininhas que parecem terem 12 anos tentando arrumar programa com gringos que parecem terem 150. Também eh um lugar que, pra mim, tinha menos cara de Tailândia. As ruas estavam cheias de fast food, restaurantes ocidentais. E também estavam cheias de estrangeiros. Em Kata encontramos poucos turistas. 

Ronald fazendo sinal Tailandês de "oi" em frente ao McDonalds em Patong.
Andamos pelas ruas de Patong a procura de um restaurante tipico tailandês. Eu tinha visto uma boa sugestão no TripAdvisor e estava dificil de achá-lo.
 
Ruas de Patong
Nessa de andar daqui, andar dali caimos numa rua com varias casas de massagem. Maridon ja tinha dito que queria tentar fazer. Na frente de cada casa de massagem ficavam mocinhas com cara que tinham 12 anos, chamando os turistas para entrar. Elas diziam: "Thay massaaaaaaaay?" (era pra ser Thay massage, mas era isso que eu ouvia). Olha, não que eu seja ciumenta (imagina!) mas naonde que eu ia deixar umas mulheres avulsas fazerem massagem no meu marido?

Maridon disse pra eu fazer a massagem também. Que dava para usar a mesma cabine, que isso e que aquilo... Cara, eu não gosto de massagem! Eu sei que tem um monte de gente que ama, mas eu não gosto de ter um completo desconhecido encostando em mim. Se o massagista pedir pra eu tirar a roupa, então, dai que eu não faco MESMO! Coisa minha, frescura minha... Mas da fato, eu não gosto... Ate tento relaxar, mas so de ter uma mão desconhecida me tocando eu fico toda tensa. 

Bom, fui convencida a fazer a tao famosa massagem. Pagamos 5 Euros cada por 1 hora de massagem. Assim que entramos na casa de massagem veio uma tiazona nos atender, foi então que percebemos que as mocinhas da porta eram apenas iscas para atrair os turistas babões a procura de moçoilas com carinha de colegial de filme porno. Nos levaram a uma sala com duas camas e pediram para trocarmos nossas roupas. 

Minha cama e as pernocas de Maridon.
Colocamos uma camiseta e uma calca mais confortáveis... Ate ai tudo bem... Deitamos de costas e dai a tiazona veio fazer a massagem em mim e um cara foi fazer a massagem no Maridon. 

Dai... Meu... DOR! MUITA DOR!

1) Eu estava toda queimada de sol. Quando aquela tia começou a me esfregar doía muito, por causa das queimaduras do sol. 

2) Ela apertava todas as partes do meu corpo com os dedoes, apertando com toda a forca possivel. Isso doi!

A massagem comecou e logo ja doeu, dai eu pensei: "merden! isso vai durar UMA HORA?"

Na cama ao lado eu comecei a ouvir Maridon soltar uns gemidos de dor...  E ao fundo tocava um Cd com umas musicas dos anos 60/70... No momento que tocou "Kiss and say Goodbye" do Manhatam e a musica disse "it's gonna hurt me, I can't lie" (vai doer, não posso mentir) me deu uma crise de riso... Eu comecei a gargalhar de dor, nervoso, ódio do Maridon por ter me feito passar por aquilo. Mas olha, a tiazona nem se moveu, nem se comoveu, nada... Continuou com a sessão de tortura chinesa tailandesa. 

Foi a mais longa hora da minha vida! A mulher conseguiu fazer ate a minha orelha doer. Sem falar que ninguém nesse mundo pegou na minha bunda com tanta forca e vontade. hahahaha... Ela subiu em cima de mim, andou nas minhas costas. Puxou meus dedos, apertou meu pescoço, deu tapas e socos. Naonde que isso eh bom? 

Antes fosse assim!
Quando terminou (dois mil anos depois) eles saíram do quarto, nos trocamos, dei um soco na cara do Maridon e fomos embora. Eu fiquei sem falar com Maridon por alguns minutos, pra não brigar com ele... hahaha... Eu disse que ele ia me pegar por aquilo, que eu ia escolher uma atividade que eu quisesse fazer e que ele, mesmo não querendo, teria que me seguir. 

Cansados, moídos, doloridos, quebrados e emburrados acabamos por encontrar o restaurante que eu tinha visto no TripAdvisor. 



Pedi uma sopa com frutos do mar. Estava muito, mas muito gostoso!


Depois de comer ainda andamos mais um pouco e paramos em mais uma barraquinha com panquecas de banana. 



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Phuket - Kata [1]

Posted by Luana on 18:17 in
Depois de passar muito calor na capital tailandesa (Bangkok) achamos que era justo e digno passar calor num lugar que tivesse pelo menos uma prainha. 

Bangkok foi um lugar muito legal para se conhecer. A Madi perguntou sobre compras e moda. Olha, Madi, as pessoas em Bangkok se vestiam igual as pessoas no Brasil. Alias, Bangkok pareceu, pra mim, uma Sao Paulo no verão, com templos budistas no lugar de igrejas católicas/evangélicas. As pessoas usavam roupas mais leves, mas não achei que fossem vulgares. Vimos alguns shopping centers com marcas famosas, as mesmas que eu acho aqui em Narnia Molhada do Sul. Ate cheguei a procurar vestidinhos e coisas do tipo, mas não tem tamanho Godzila por la - imagina, as pessoas são super baixinhas, dai aparece essa pessoa com 1,80m... So faltava eles rirem da minha cara quando eu perguntava se tinha o meu tamanho.

Comprei algumas coisinhas sim, mas não foi em Bangkok... Foi no sul, em Phuket.

Pra chegar em Phuket acordamos bem cedo, pegamos o metro para o aeroporto e voamos para o sul. Pegamos um voo da Bangkok Airways e gostamos muito. Mesmo a classe "pobreta" (nos) tem direito a usar a lounge, com comidinhas, bebidinhas e WI-FI de graça.  As aeromoças cantavam e dançavam para explicar como ajeitar o cinto e colocar a mascara de oxigênio. Tudo isso enquanto passava esse video aqui:

 

Eu gargalhei! Como não rir? 

Chegamos em Phuket e uma van nos aguardava para nos levar ate Mc Kata, uma cidadezinha onde ficamos. Nessa van foram outros turistas e cada um deles foi deixado em seu hotel e a gente? Nada, so esperando... Quando notamos que o nosso motorista tinha passado pelo mesmo lugar pela terceira vez decidimos ajudá-lo. 

Ele nao entendi nada de inglês e dai Maridon ficou tentando ajudar... Ele perguntou na rua, tentou nos deixar num resort carissimo (nao, ne amigo?) e finalmente descobrimos onde era nosso hotel. Subindo uma rampa interminável. O hotel chamava "Kata Mountain" e o "Mountain" no nome nao era pra soar bonitinho, não. Reamlmente ficava laaaa no alto. 


Nosso quarto era simples, mas bastante confortável e tinha exatamente o que não pode faltar num quarto de hotel na Tailândia - um frigobar com muita água gelada, ar condicionado e telas contra mosquitos. Os donos do hotel eram russos e nos deram muitas dicas de lugares pra ir e coisas para fazer.

A cidade de Kata eh bem simples, totalmente voltada para o turismo. Ruas estreitas, cheias de gringos com roupas de banho, restaurantes e lojas com souvenir. Essa cidade foi um dos lugares que sofreu com o Tsunami em 2004. Tudo foi reconstruído, mas a lembrança do desastre esta em todos os lugares, com restaurantes com placas dizendo que o dono foi um dos sobreviventes (falarei mais sobre o tsunami em um post dedicado, eh um assunto muito triste). 

Kata - muitos postes cheios de fios.
Nos deixamos as coisas no hotel e corremos pra praia. Eu nem sei ha quanto tempo eu nao ia pra uma praia descente. Na verdade tinhamos tentado aproveitar as praias na Jordania, um ano antes, mas estava muito frio!

Essa pessoa de costas e chapéu sou eu.
Eu não sou de ficar deitada na areia tostando. Eu gosto mesmo eh de entrar na água e ficar la ate enrugar (depois eu não entendo porque eu queimo só da cintura pra cima!). Eu achei a praia em si meio sem graca, porque nao tem muita areia e espaço para jogar alguma coisa, mas o mar, ahhhh... O mar eh maravilhoso! A água eh quentinha e quase não tem ondas, da pra ir laaa no fundo numa boa, nadar. Eh tudo tao claro e límpido que da pra ver o fundo com muitos peixinhos coloridos. 

Fiquei la, dentro da agua nadando ate o por do sol - voces ja viram o sol se por no mar? Pra quem vai a praia no Brasil, so da pra ver o sol nascer, por conta da posição da costa em relação a rotação da Terra em torno de seu eixo. 

 
Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos em busca de um lugar pra comer. Achamos um local que parecia agradável, sentamos e pedimos nossos pratos. Estava tudo correndo bem quando um dos garçons começou a fazer gracinha com os clientes. Alguem pedia uma Coca Cola? Ele berrava "Okeeeeeeeeeey!!!!" beeeem alto e estridente. Outro cliente pedia uma salada? "Okeeeeeeeeeeeeeeey!!!". Dai, como as pessoas estavam rindo, o cara de empolgou e passava pelas mesas berrando "Okeeeeeeeeeeeeey!!!" a cada meio segundo. Voces não se importariam? Eu me importei tanto que não lembro o que comi, não tirei foto do lugar e tudo que eu conseguia pensar era em terminar logo o meu prato e ir embora dali. 

Comemos (Okeeeeeeeeeeeey!!!), pagamos (Okeeeeeeeeeeey!!!) e saimos logo de la (Okeeeeeeeeey!!!)

Andamos um pouco pelas ruas ate que avistei algo que eu ja tinha lido nos sites de turismo... A barraquinha que vende panqueca de banana!! 


Olha, muito amor! Eh uma panqueca com bananas, queijo e leite condensado. Tudo isso frito num monte de manteiga! Saudável? Não! Delicioso? Sim! 


Comi dessas panquecas muitas e muitas vezes ate o final da nossa viagem!

E assim terminamos nosso primeiro dia em Kata, queimadíssimos de sol (maridon acha que eh negão e não quis passar muito protetor) e felizes de ter comido panqueca de banana.

A palavra de hoje eh Pannenkoek = panqueca

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Bangkok [4]

Posted by Luana on 10:23 in
Dia seguinte a visita ao templo budista (aqui) fomos visitar o palácio real Tailandês. Mas primeiro eu devo contar que acordei parecendo que tinha catapora, porque tinham muitos milhões de pernilongos no nosso quarto de hotel - deixamos as janelas abertas durante o dia e esquecemos de fechar.

Maridon acordou parecendo que tinha catapora também? Nao! O sangue dele não eh tao delicioso, nutritivo, sabor Danoninho igual ao meu. Eu sou, meus amigos, uma iguaria "pernilongal"... Chefes pernilongos cobram uma fortuna para servir pratos a base do meu sangue. Tanto que quando souberam que eu estava na Tailândia resolveram fazer uma peregrinação ate o meu quarto para coletar matéria prima. Ate achei que tivesse sido atacada pelo conde Drácula de Bangkok, mas os pontinhos pelo corpo não deixaram duvidas. Passei o resto da viagem me cocando muito, devido a minha alergia. Eike delicia!

Bom, o Palácio Real (Phra Borom Maha Ratcha Wang) fica numa parte da cidade em que o metro não chega... No lugar de pegar o Tuc tuc de novo, resolvemos passar por outro tipo de perigo, o taxi-barco. 

Eike água limpa, só que não!
Existem dois tipos de barcos-taxis. Um que eh para turistas, uma especie de tour com uma pessoa que fica la fingindo que fala inglês - não da pra entender NADA -, e outro que eh usado por tailandeses, onde vão todos em pé e apertados. Nos tentamos comprar as passagens do barco mais barato, onde vão os tailandeses, mas o cobrador espertinho fingiu que não entendeu e nos cobrou o do outro barco, para turistas. 

Ao longo do trajeto vimos muitas casas da palafita na beira do rio. Esse rio eh muito sujo, tem muito lixo boiando - me lembrou o rio perto da cidade proibida la na China. 

Casinhas de palafita em frente ao templo budista.
Quando chegamos ao nosso destino haviam muitas pessoas vendendo bugigangas (made in China) e comidas no caminho que levava ate o palácio. Uma pessoa vestida de policial nos abordou e disse que aquela era hora de almoço e o palácio não estaria aberto. E ainda disse que nossa vestimenta não estava apropriada para entrar e que ele podia nos ajudar a comprar pecas baratas e adequadas (hunnnnn... Sei...). Ignoramos e seguimos em frente. Como suspeitamos o palácio estava SIM aberto e o cara só tinha tentando nos vender alguma coisa, com a desculpa de estar nos ajudando. 

Contudo ele estava certo em relação a nossas roupas. Tanto eu, quanto Maridon tivemos que nos cobrir (esses brasileiros desaforados!). Isso foi estranho, porque usei a mesma calca (ate o joelho) para entrar no templo budista no dia anterior e ninguém tinha falado nada. Felizmente eles emprestavam roupas para os turistas e eu entrei usando uma saia maravilhosa (hahaha) azul combinando com a minha blusa. 

Dai, logo que entramos nos deparamos com uma bando de menininhas (lindas!) vestidinhas para algum tipo de cerimonia.

Mostrar os ombros pode, ne? mas o meu joelho não!
O palácio eh um aglomerado de prédios, parecidos com os prédios do templo do dia anterior, com muitos detalhes coloridos, estatuas, budas (budas e mais budas).


Esse lugar foi a residencia oficial dos reis da Tailândia de 1782 ate 1925. Ate hoje ele eh usado para cerimonias religiosas e reais. 


Muitos dos prédios são urnas funerárias. Essa da foto abaixo, por exemplo, tem demônios sustentando a pedra "brilhosa" (puro ouro, Inshalá!). Quem ai não quer um tumulo com demônios?  


Entre um prédio e outro, estatuas representando espíritos protetores.

You shall not pass!
Andando pra la e pra cá comecei a ver uns turistas com umas calcas muito horrendas, coloridonas, feiosonas, sem estilo (ne, Madi?). Dai eu vi dois turistas com a MESMA calca horrorosa e dai comecei a suspeitar. Não era o mesmo tipo de calca que eles emprestavam para os turistas vestidos impropriamente. Lembram do policial tentando vender roupas "de respeito"? Pois eh, tem turista que cai e compra! Agora vejam vocês mesmo que lindeza. 

Lindeza!
Dentro desse palácio fica a maior estatua de buda feita de Jade da Tailândia (alias eh tudo assim, o maior buda cor de abacate deitado, o maior buda azul jogando Play Station). Esse buda em questão eh chamado de buda de esmeralda, mas na verdade ele eh feito de jade. Precisamos tirar os sapatos para entrar no prédio em que a estatua se encontra e dai fica um guardinha la dando bronca em todo turista mane (eu) que não sabe que não pode apontar pra estatua do buda, ou sentar com os pés em direção ao buda (eu de novo). Ah, não pode tirar foto do buda, dai que a minha tentativa de foto saiu essa beleza ai abaixo. 

Quem eh esse Robert na frente da minha foto linda? nao sei!
Dai deu hora da reza e os monges chegaram em fila indiana. Sei la de onde eles saíram, só sei que vieram todos descalços. Eu não posso entrar com meu tênis no templo do buda de esmeralda, mas eles podem entrar com o pezão sujo de fora, né? Logico que as minhas meias ficaram imundas depois disso.

Mostrar o ombro esquerdo pode, meu joelho não!

Depois de andar bastante chegamos num complexo de prédios mais modernos, mas com o mesmo tipo de decoração e cores.



Depois que saímos do palácio encontramos uma especie de feirinha, com comidas. Esse povo só come! Essa barraquinha abaixo tem todo tipo de "salgadinho", como lula seca, peixes secos. Sem fazer cara feia, gente... Esses trequinhos vão super bem com uma cervejinha gelada.
  
Cheetos, eh impossível comer um só.
Nossa próxima parada foi o templo do Amanhecer (Wat Arun), que consiste em uma torre única. Estima-se que o templo exista pelo menos desde do começo de 1600. O buda de esmeralda, citado acima, ficava nesse templo inicialmente. A torre eh muito bonita, tem 70 metros e da pra subir, pelas escadas íngremes. Toda a torre eh feita de porcelanas coloridas. Paga-se 50 Baht (1,25 Euros) para entrar.

"o maior buda dourado, sentado com a mão no joelho direito"
Saimos do templo do amanhecer ja a noite e lembramos que não havíamos comido nada o dia todo. Estava tao calor que nos limitamos a muitas e muitas latinhas de "Est" (não sabe o que eh Est? Explico aqui). Foi quando Maridon teve a excelente ideia de irmos para uma região cheia de sul coreanos para jantar. Encontramos muitos e muitos restaurantes e la escolhemos um que servisse Churrasco Coreano. Voces já comeram alguma vez? Eh uma DELICIA (falou a pessoa que comeu inseto, ne? haha). Mas serio, eu experimentei pela primeira vez por causa de Maridon, que morou um mês na Coreia do Sul, quando fazia doutorado. Ele voltou todo animado com a comida e na primeira chance fomos comer churrasco num restaurante em Paris, eu amei!


O negocio funciona assim: tem uma mesa com uma grelha no meio (foto abaixo), dai trazem muitos potinhos com coisinhas apimentadas (cogumelos, vegetais, picles e outras coisas que eh melhor nem tentar saber o que eh, só provar). Dai trazem pedaços de carne (porco, boi e frango) e você vai grelhando, enquanto come as coisinhas apimentadas.




hunnnnn!




Carninha!

Pedimos uma garrafinha de vinho coreano, chamado Soju, que já existe ha muitos e muitos seculos (segundo o Wikipedia desde que a Coreia foi invadida pelo império Mongol no seculo XIV). Soju lembra um pouco o saque japonês, mas eh mais forte, no sabor. 
 

Soju
O vinho foi mais pra fazer uma graça, porque com todo aquele calor e ainda comendo churrasco o jeito foi pedir mais latinhas de "Est".

Depois de comer fomos ver a tal rua famosa, o distrito da luz vermelha, chamado "Soi Cowboy". A rua eh uma amaranhado de bares com luzes coloridas, com tiozoes bundões de todo o mundo procurando por menininhas e menininhos.que.parecem.menininhas (os lady-boys), o lugar eh bastante seguro e tem sempre algum indiano tentando te vender relógios Rolex (oi?). Na frente dos bares lê-se "ninguém aqui dentro tem menos de 20 anos e não eh permitido uso de drogas". Nos so demos uma olhadinha, não paramos em lugar nenhum e logo fomos embora. A experiencia eh praticamente a mesma que se tem em Amsterdã. Um monte de turistas curiosos e entre alguns, uns tontos que vão la pra procurar prostitutas (eu não tenho a menor simpatia por prostituição). Em algum lugar dizia: "se a mulher que esta dando em cima de você eh muito linda e muito arrumada, ela provavelmente eh um homem" - eu ri!

foto daqui.
O que não fizemos em Bangkok? Certamente tinham muitas outras coisas legais para fazer e ver e com apenas dois dias tivemos que escolher. Mas uma coisa que decididamente não fizemos foi passear de elefante. Procurando por lugares para ir e tours para fazer vimos que em todos os casos os elefantes são mal tratados. Inclusive no parque chamado Khao Yai, que deveria ser uma reserva de proteção a fauna e flora. Li e vários blogs pessoas dizendo que o passeio eh super bacana, ate que o guia comeca a machucar o elefante, muitas vezes sem necessidade aparente. 

Bom, eu nao pago para ver animal nenhum ser mal tratado. Posso adicionar isso a minha lista de coisas que eu nao fiz, com muito orgulho (bem como eu nao andei de camelo na Jordania, pelos mesmos motivos). 

A Luana conseguiu contar todas as aventuras de um dia num post so! Todas comemora! \o/

A palavra em Flemish de hoje eh Olifant = Elefante

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