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Sul da França [1]

Posted by Luana on 20:06 in ,
Contei que passei 10 dias no sul da França? Não contei, não eh? Foi num feriadão prolongado de pentecostes. Eu e maridon fomos ate o sul da França de carro, foram muitos e muitos quilômetros e muitas historias também...

Saímos de sMol numa sexta feira a tarde, nosso destino inicial era uma cidade perto de Djon, chamada Selongey. O motivo de pararmos la foi puramente estratégico, encontramos um hotel barato e a ideia era apenas fazer um pernoite. Selongey fica no "departamento" (seria um estado? região? sei la) do sorvete Côte-d'Or, mais do que isso eu não sei, não visitamos o lugar.

As radios davam noticia de fortes chuvas na regiao de Selongey, com possibilidade de alagamento... Olhei pra maridon e disse: "eu vim de Sao Paulo, mano, aqui eh Curintcha e nao tenho medo de umas pocinhas não".

Tolinha! Tinham vários e vários trechos alagados mesmo... Tivemos que mudar nosso trajeto algumas vezes, porque não havia rua para passar, so um monte de água...  Chovia bastante também e foi ficando escuro... Quando chegamos ao nosso hotel descobrimos que era apenas um casarão em meio a um lago... Estava tudo alagado em volta! Paramos o carro onde deu e entramos.

Famintos perguntamos sobre o restaurante do hotel e a moca da recepção olhou toda surpresa e disse: "désolé"

Essa palavrinha, dependendo da entonação que a pessoa da, pode significar coisas diferentes... No caso da mocinha foi: "caguei pra vocês, se ferraram!"

O restaurante havia fechado ha meia hora e não havia um McDonalds, uma loja de conveniência, um nada no diluvio la fora. A moca da recepção também não nos deu nem um pãozinho com camembert, aquela vaca. Eike delicia dormir com fome!!

Dia seguinte o sol saiu... Pra evitar pagar muitos pedágios tentamos pegar uma rota alternativa - na França existe um sistema que eu considero muito inteligente: quer viajar rápido? Pague pedágio... Voce eh munheca e tem tempo de sobra? Pegue as vias secundarias.  

Entramos numa via secundaria bem bonita, com campos com flores amarelas (cereal?) em volta. 



La pelas tantas, onde Joana D'Arc perdeu as botas, um monte de água cobria o caminho... A poça não era muito longa, mas cobria os dois lados da pista e era relativamente profunda... Resolvemos tentar passar de carro e deu tudo certo, viagem que segue... poucos metros a frente, no meio do NADA - serio, não tinha nem sinal de cidade ou o que seja - vimos um senhor de cadeira de rodas... Meu senhor, ta fazendo o que aqui? Eu não sabia como dizer "moco, ta tudo alagado la na frente" em francês e enquanto pensava numa maneira alternativa de falar isso, maridon foi dirigindo... Fiquei brigando com ele por não ter parado, não ter ajudado o senhor... No nosso carro mal cabe carona, e a cadeira de rodas nunca ia entrar no nosso porta malas. De qualquer forma eu achei que devia avisá-lo, porque por onde nos havíamos passado ele não ia conseguir passar... 

Pouco a frente quem não conseguiu passar fomos nos! Dessa vez o rio Amazonnas tinha resolvido fazer uma visitinha a estava alojado - e fluindo com forca - no meio do caminho...

Tivemos que voltar para Selongey - ja estava com trauma desse lugar - e pegar a estrada principal. Na volta encontramos o senhor de cadeira de rodas, ele deve ter visto a poça d'água e resolveu voltar (sabe-se la pra onde).

A policia e os bombeiros estavam ajudando os carros a passar pela cidade. Eu ate filmei um dos trajetos (vocês podem ouvir o maridon dizer ao final "tem que passar devagarrrrrrzinho", com seu sotaque no norrrrrrte do Parana.


Dali seguindo em direção aos Gorges de la Bourne, um canyon maravilhoso, perto dos Alpes. Como era começo de primavera estava descendo muita água das montanhas, do degelo da neve. Nao eh toda epoca do ano que eh possivel passar por esse lugar de carro - ou mesmo a pe - por causa das pedras que caem e a forca do vento. Tivemos sorte e estava tudo aberto e liberado. Como fazia sol (ta, nem sempre, mas tivemos momento de sol) baixamos a capota do carro e aproveitamos o passeio. 

Vista do Gorges ao longe.


 Haviam algumas cidadezinhas no meio do caminho.


Por vários lugares dava pra ver a água descendo da montanha.


E dai entramos no canoyn de vez




Alguem consegue ver a cachoeirinha na pedra, ao fundo?



A estada era de mão dupla... Cheia de curvas... E ai, quem encara?

Dois carros passavam ali ao mesmo tempo, juro!

Em alguns trechos a pista passava por dentro da rocha.
A vista era maravilhosa! Lembro-me de ler em muitas biografias de artistas, escritores famosos que tiveram tuberculose, ou sei la, qualquer coisa parecida com gripe, mas que matava no seculo XVI que eles buscavam repouso e cura nas montanhas. Bom, ate eu! 

Putz, e agora?
Em muitos momentos a agua que vinha da montanha caia sobre os carros... Adivinha quem estava num conversível com a capota baixada? Adivinha quem se molhou?


De la seguimos em direção a Grenoble, passando por mais montanhas e cidadezinhas. Encontramos um mercadinho no caminho - estávamos sem comer nada, lembram? - e a fina e glamourosa aqui comprou um salame e um queijo que foram devorados dentro do carro a dentadas... Sou chic.


Ainda da pra ver neve em alguns lugares.
Em Grenoble fizemos check in no nosso hotel e fomos de ônibus para o centro.  A cidade eh conhecida como o "capital dos Alpes", eh destino comum de quem vai esquiar...

La Bastille

A Bastille de Grebole eh um dos pontos mais visitados por turistas. Como eu nao sou turista eu resolvi não pagar os 15 euros (40 Reais - valeu Amanda!) pra subir ate la. 

 Andamos pelas cidade e paramos num restaurante para jantar. Nossa primeira refeição descente em dias! 

Entrada: salada verde com presunto cru.



Prato: pato. 


Diz a lenda que eu estava tentando virar vegetariana - FAIL!
Sobremensa: nem me lembro mais... hahaha... Era um doce com chocolate. 



Ah... Depois de Grenoble, no dia seguinte, seguimos pela rota de Napoleão ate Juan le Pins, no sul... 


Foi assim... Napoleao tinha perdido a guerra, mandado pra Elba no exílio e um ano depois, em 1815 ele cansou de viver numa ilha e entrou na Franca pelo sul, seguido de uns 2 mil homens. Dai, no lugar de ficar aproveitando as belezas da riviera francesa, eu decidiu voar voar, subir, subir ate paris, para reaver seu lugar no trono como imperador (não contente ele ainda se dignou a, depois, marchar ate Waterloo aqui em Narnia Molhada do Sul e perder de vez a guerra, mas isso eh historia pra outra vez). Nessa rota ate Paris ele percorreu, em 6 dias, 324 km pelos alpes... As cidades pelas quais ele passou possuem marcos, demonstrando que "aqui passou o louco do Napoleão". 


Estávamos bem empolgados de ver essa rota, de passar por ela... Mas a verdade eh que eh uma estrada "normal", cortando os Alpes, com essas tais marcas aqui e acola. 


"Napoleão passou por aqui"

Quando der eu volto pra contar o resto.

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